Formação

Cenáculo Filhos de Sião – Direcionamento Quaresmal

O grande convite deste Cenáculo é a orientação para a Santa Quaresma, este período santo. Deus nos deu um carisma e este é recheado de dons. É importante que nos abramos aos dons que o carisma nos proporciona, para que sejam colocados no mundo e germinado.

Se permanecerdes, sereis meus discípulos

Conduzidos por São João 8, 31 – 38, podemos dizer que:

Adriano Silva – Cofundador da Comunidade Filhos de Sião

Jesus faz um longo discurso aos fariseus, após ter devolvido a vida para a mulher adultera. Na cabeça dos fariseus foi muito complicado entender aquilo de Jesus. Escolher salvar a prostituta causou uma confusão, pois para os Judeus era preciso viver retamente os mandamentos. Então, Jesus se dirige para eles e diz: “Se permanecerdes na minha palavra sereis verdadeiros discípulos” (cf Jo 8,31). Então, a primeira condição do discipulado de Jesus é permanecer na sua Palavra.

Dessa maneira, todo homem que se entrega ao pecado é escravo. Os judeus julgavam não ter pecados e Jesus vem interpelá-los, tentando fazer com que a Palavra lhes chegasse ao coração, para que pudessem entender que eram filhos de Deus.

Ora, irmãos, se somos escravos do pecado, não somos filhos. Somente o filho permanece para sempre! O pecado é uma condição que nos leva para a morte, porém “onde o pecado abundou superabundou a graça” (cf. Rm 5,20).

Na Adoração à Santa Vontade do Pai

Durante esta Quaresma, faremos um caminho com Nossa Senhora e com o Discípulo Amado de Jesus, pois todo o caminho de calvário de Jesus foi fazendo a vontade do Pai. Assim sendo, o caminho de Nossa Senhora no calvário também foi fazendo a vontade do Pai.

Conduzidos por São João 19, 25 – 27.

O convite deste Retiro Quaresmal é para que os Filhos de Sião se sintam à sombra da cruz de Cristo, todos nós como sendo João, o Discípulo Amado.

É bem verdade que Jesus e Maria escolheram obedecer a vontade do Pai. Maria só se preocupou em como seria Mãe, pois não conhecia homem algum, Ela escolheu viver a vontade de Deus. Nós estamos em um caminho que nós escolhemos. Façamos neste retiro a escolha de permanecermos sob a sombra da Cruz de Cristo. Não faremos uma renúncia, faremos uma escolha que preencherá nossa vida de sentido.

Guiados pelo Espírito Santo, trilhemos um caminho de discipulado por aquele que amou a vontade do Pai.

O rema da Primeira Semana é para entendermos que estamos à sombra de Cristo e para permanecemos à sombra da Santa Cruz, adorando a vontade do Pai, porque era vontade do Pai que o filho se entregasse. Meditemos nossos flagelos, nossas misérias e todas as vezes que bebemos o cálice amargo do sofrimento. Juntemos nossa vida ao sacrifício redentor de Jesus.

Ainda nesta semana, Jesus nos pede que perdoemos assim como Ele perdoou aqueles homens que o crucificaram e o fizeram escárnio. Maria compreendeu isso e, com Jesus, ela perdoou todos os malfeitores de seu Filho. Desse modo, o Pai espera de nós que perdoemos a todos. Se por ventura existir algo que pesa o coração, busquemos a reconciliação. Pela força da oração, permanecemos em pé!

Maria pôs-se a adorar a Vontade do Pai. Nesse sentido, a Segunda Semana nos questiona sobre o que entendemos da vontade do Pai. A bem-aventurada viu a vítima gerada por ela imolar-se a si mesma. Jesus era flagelado e Maria imolada na alma!

Pela adoração, nós somos chamados a nascer de novo.

Na Segunda Semana, rezaremos com o que tem nos imolado. O que eu tenho oferecido a Deus? Maria ofereceu seu próprio filho. Você tem se imolado em meio a dor ou saindo do caminho? Qual é o grau de amor com que eu amo Jesus? Que imolação e sacrifico temos feito?

Meus irmãos, os sacrifícios não são ações que nos tornam virtuosos, somente. Uma vida de sacrifício é muito pouco para ser uma vida de virtude. Os nossos sacrifícios têm acontecido na nossa vida e temos percebidos que eles têm nos levados a amar mais a Deus acima de tudo? Depois dos meus sacrifícios eu consigo olhar para o meu irmão?

O olhar de Maria era fixo em Jesus. Ambos os olhares se cruzavam e, por isso, não sentiu necessidade de chamá-la pelo próprio nome para não lhe fazer diferente das outras. A cruz é o despojamento total de Jesus e de sua mãe. O olhar de Jesus sempre nos deixa iguais.

Deixemos Jesus olhar para nós, curar-nos e ver as diferenças que nos separam uns dos outros. O convite principal desta semana é que adoremos a Jesus. Pela adoração, nós somos chamados a nascer de novo.

Quem obedece acredita na verdade do chamado!

Na Terceira Semana, adentraremos em algo especial: De Maria pediu-se muito mais que de Abraão. Isaac era o filho da promessa. : “A Deus nada é impossível” (cf. Gn 18,14; Lc 1,37). Deus prometera a Abraão que teria um filho, embora houvesse ultrapassado a idade e sua mulher fosse estéril. Os dois, portanto, acreditaram e abraçaram a vontade do Pai.

Contemplamos dois acontecimentos da ação de Deus em realizar o impossível. Rezemos com nossa história percebendo a ação de Deus que está sempre presente.

O entendimento desta semana parte da intervenção que Deus faz a Abraão. Ele subiu ao monte Moriá e Maria ao monte calvário. Porém, com Abraão, Deus parou e ele recuperou seu filho. Com Maria foi diferente, ela recuperou seu filho, mas somente depois da cruz.

O convite principal aqui será de escutarmos o Senhor, ele quer falar. Ele quer uma coisa de nós, apenas que o obedeçamos. Quem obedece acredita na verdade do chamado!

Pai meu, eu não te compreendo mais, mas confio em ti.

Na Quarta Semana, mesmo sem entender, confiemos em Deus. O Espírito Santo nos guiará. É tempo favorável de deixar Jesus cruzar o nosso olhar. Tempo de ofertas sem reservas, ofertas extremas. Renda-se a vontade de Deus, rezemos com o nosso sim e nos unamos com Nossa Senhora em adoração à Santa vontade do Pai.

Na Quinta Semana nos uniremos à Maria, no calvário. Na cruz, Jesus se despoja dos afetos maternos de sua mãe e pede a Ela que agora os oferte aos discípulos. Quem não admite esta maternidade não compreende o amor que Jesus tem pela humanidade. Na cruz se completa o sim de Maria.

Agora é a nossa vez de levarmos Maria para casa!

Cada um de nós é chamado a se sentir um discípulo amado, não hesitemos em olhar para Jesus. Quanto mais amados por Jesus, mais seremos chamados a partilhar da cruz.

Sejamos o discípulo que, estando com Jesus e Maria aos pés da cruz, aceita levar Maria para casa para que ela continue a manifestar o seu amor materno agora para toda a humanidade. João deu exemplo. Agora é a nossa vez de levarmos Maria para casa!

 

Francisco Adriano Silva
Cofundador e Consagrado na Comunidade de Vida com Promessas Definitivas

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