Formação

Eu+1 2023 – Jovens com Raízes

Queridos jovens, neste Retiro estamos trabalhando a temática da exortação apostólica pós-sinodal do Papa Francisco Christus Vivit e para este momento iremos também nos debruçar na Parábola do Semeador (Mt 13, 1-9).

No Capítulo VI da Christus Vivit, o Papa Francisco vem dizer para nós jovens que somos árvores plantadas na terra e que, se bem plantadas e cultivadas, podemos elevar nossos ramos ao Céu e criarmos raízes fortes e bem firmadas. Caso contrário, se tivermos poucas raízes, podemos nos soltar do solo e cairmos ao chão, ficando assim sem vida. Mas Cristo vive e nos quer vivos!

Entretanto, antes de sermos árvores, faz-se necessário lembrarmos que somos sementes e que precisamos ser plantados em terrenos férteis e bem preparados para nos dar os nutrientes necessários para o crescimento e o amadurecimento. Por isso, vamos mergulhar no que nos ensina esta parábola tão conhecida que é a do Semeador, mas desta vez olhando sob uma nova ótica: a semente como a nossa vida e o solo como a Vontade de Deus.

A Parábola do Semeador

Em Mt 13, 1-9, Jesus vem nos falar dos principais perigos da nossa caminhada cristã.

O primeiro caso é o da semente que caiu ao longo do caminho, que os pássaros vieram e a comeram. Neste exemplo, podemos lembrar das tantas vezes que nós corremos o perigo de sermos roubados da Vontade de Deus. Quando estamos caminhando, desejando permanecer no caminho e os pássaros nos roubam daquilo que o Senhor sonha para nós. Os pássaros aqui podem ser as más amizades ou até mesmo os nossos planos pessoais. O importante aqui é permanecermos no caminho. É decisão nossa permanecer, como nos diz São Paulo: “Seja qual for o grau a que chegamos, o que importa é seguir decididamente” (cf. Fl 3,16).

O segundo caso é quando a semente cai em solo pedregoso e não cria raízes. Este caso é como diz o poema de Carlos Drummond de Andrade: “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho.” Ou seja, é quando nós estamos na caminhada e vão surgindo as dificuldades que precisamos sofrer para seguir Jesus. Na primeira dificuldade ou na primeira pedra, a semente morre, porque não criou raízes. Entendam uma coisa, jovens: As dificuldades por amor a Jesus são necessárias para o nosso amadurecimento. Elas devem existir não para nos desenraizar da Vontade de Deus, mas pelo contrário, para que as nossas raízes sejam mais firmes e resistentes. Se não criarmos raízes, iremos morrer.

O terceiro caso é o da semente que cai entre os espinhos e estes a sufocam. Desse caso, podemos entender a nossa vida em meio aos cuidados do mundo e à sedução das riquezas. É como se estivéssemos no caminho certo e vão aparecendo as oportunidades do mundo e vamos querendo abraçá-las, deixando de lado a Vontade de Deus. Ou ainda, é como se quiséssemos caminhar com um dos pés no mundo e o outro na Vontade de Deus, assim corremos o perigo de sermos sufocados pelos prazeres e pela riqueza, pelo ter e pelo poder. Dessa forma, ainda que nos tornemos árvores, não daremos frutos.

E no último caso, a semente cai em terra boa e produz muitos frutos. Digamos que este solo frutífero seja o lugar onde o Senhor quer que nós nos firmemos e criemos raízes. Afinal, é impossível crescermos se não tivermos raízes fortes que nos ajudem a estar bem sustentados e agarrados à terra. Como diz o Papa: “É fácil ‘voar’ quando não há onde agarrar-se, onde segurar.”

É próprio da juventude arriscar-se!

O jovem gosta de aventuras. Eu, depois de ter me aventurado no que o mundo me oferecia, decidi arriscar plantar a semente da minha juventude na Comunidade Filhos de Sião. Para mim, esta foi a terra boa que o Senhor me fez plantar a árvore da minha vida. Aqui foi onde eu conheci Jesus e fui crescendo, ganhando vida. Aqui Jesus me devolveu a força e a esperança. Sem dúvidas, foi a melhor aventura que eu já vivenciei. Agora eu lhes pergunto: Onde vocês estão plantando a árvore de vocês? Será que estão plantando no lugar certo? Lembremos, irmãos, que precisamos plantar nossa árvore em terreno que dê frutos.

A nossa juventude precisa dar frutos de santidade, frutos de eternidade. Como diz a Parábola, eu estando no solo certo, darei frutos trinta por um, sessenta por um e cem por um.

 

Geraldo Luan Neves Leorne
Consagrado na Comunidade de Vida Filhos de Sião

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