Dando continuidade ao tema Peregrinos da Esperança, falaremos sobre os apelos do Papa Francisco acerca da esperança. Veremos as situações concretas que o nosso Papa nos convida a olhar com a esperança, e, muito mais que isso, ser essa esperança e proporcioná-la à humanidade. Podemos, então, dizer que a esperança é Deus. É uma virtude que nos dá a força. O amor só acontece num ambiente de esperança. Dentro da nossa vida, o amor só vai se desenvolver se houver esperança.
Para Deus, tudo tem jeito! Ele é a nossa esperança!
A falta de esperança é o que nos faz perder as almas, haja vista que a desesperança nos desestabiliza. Precisamos cultivar em nós esse coração que acredita no melhor que há no outro e no melhor que este pode dar.
Este ano da esperança é um ano de agir. A esperança sabe sofrer para alcançar os seus objetivos. A Comunidade somos nós e nós somos este sinal de esperança para o mundo. É neste ambiente que o amor precisa se desenvolver.
Irmãos, questionemo-nos: o que há de novo no nosso meio, em nossa coordenação? Qual sinal de esperança experienciamos no nosso dia a dia?
A esperança é algo ousado, que nos encoraja.
1º Apelo do Papa para este ano jubilar:
Criação de um fundo global para combater a fome e a pobreza
Tendo em vista este grande apelo, entendemos que a esperança não é utopia. Ela está fundamentada na fé. É entender, como o Papa Francisco, que podemos confiar em Deus. A esperança nos leva a acreditar. Nesse sentido, trazendo para nós, somos chamados a acreditar na força do Carisma que existe em nós. Essa força passa pela fé e a fé não é sentimentalismo, é algo concreto. A fé sem obras é morta. Se não traduzirmos nossa fé no concreto, iremos viver de ideologias. O Papa Francisco diz que “não fazer nada” não é o suficiente.
Portanto, irmãos: O que podemos fazer de concreto neste ano?
A abertura do Jubileu é marcada pelo som da trombeta. E o Papa Francisco nos diz que o som da trombeta deve ser o grito do pobre. Ele nos diz ainda que: “Não é tempo de filantropias esporádicas, mas tempo de agir”.
2º Apelo: O perdão das dívidas externas de países pobres que nunca terão condições para pagá-las
É preciso haver uma nova cultura. O Papa vem dizer que: “Somos devedores uns dos outros!”É tempo de ajudar os outros, irmãos. Este ano da esperança é o tempo de desenvolver a justiça e a paz. Existe uma dívida ecológica, diz o Papa.
3º Apelo: A Páscoa Juntos
Ele diz que, por Providência, neste ano de 2025, tanto a Páscoa dos ortodoxos quanto a nossa Páscoa cristã cairão no mesmo dia. Aqui, o Santo Padre pede para que vivamos a unidade e diz: “Que os nossos carismas se empenhem para que o anúncio do Evangelho possa acontecer”. E ainda diz que: “O contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença” É nessa indiferença que o nosso Carisma deve chegar.
A esperança é a âncora da alma!
Marília Ivina Mendes
Consagrada da Comunidade de Vida Filhos de Sião