Formação

Retiro de Lideranças – O Espírito Santo nos leva ao encontro com Cristo e nos faz suas testemunhas

Quando entendemos e deixamos que a vontade de Deus se torne uma verdade, ela começa a ser uma condição de vida para nós. Diante disso, a vontade divina é condição de vida… Permita que seja verdade e vida em você!

Evangelizar independente da circunstância

Segundo o Retiro de Advento 2023

Foi na prisão que Paulo levou Onésimo a ter uma experiência com Jesus Ressuscitado. Para o apóstolo, o cárcere não o impediu de apresentar a sua condição de vida – que era cumprir a vontade de Deus. Ele foi capaz de gerar novos homens até na prisão! Essa circunstância não desanimou, nem o impediu de anunciar o que ele tinha experimentado.

Assim, conhecedor da Lei, fariseu das melhores formações, tendo por mestre Gamaliel… A novidade do antigo Saulo era Jesus em sua vida! Estava preso à Lei, mas ao conhecer Cristo, Paulo se tornou um homem livre.

A condição de vida que a vontade de Deus deu a Paulo gerou vida até onde não era propício. Ele se considerava preso por Jesus Cristo, isto é, quem o prendeu foi Jesus, não foram os soldados. Se ele estava ali encarcerado é porquê tinha sido capaz de falar da sua experiência com o Ressuscitado.

Ser preso, para Paulo, era uma graça!

Quando Paulo diz: “ai de mim se eu não evangelizar” (I Cor 9, 16), é fazendo referência à sua condição de vida. Não por temer o mal, mas era algo que lhe fazia profundamente feliz e realizado – Paulo gerava vidas novas.

Quem nos conquistou?

Pode parecer que fomos nós que conquistamos Cristo, mas não! Foi Ele mesmo quem nos conquistou. Somos seus, prisioneiros seus – isso deve ser nossa condição de vida, e, portanto, nossa alegria.

O que precisamos aprender é ser de graça para Deus. Ora, Paulo foi um homem gratuito para Deus, nunca aconteceu de ele viver sob as condições das comunidades por onde passava. No entanto, nós vivemos como se tivéssemos comprado a nossa conversão. Somos cheios de direitos – faltamos os compromissos, retiros, por pouca coisa trocamos nossas responsabilidades comunitárias. Enquanto tudo o que recebemos foi graça, graça de Deus para nós.

Ao falarmos sobre a paixão pela evangelização, recordamos os que receberam Jesus de graça. O Senhor traz graça – vamos nos convencer disso! Não é peso, é graça. Logo, é possível levar adiante. Não podemos ficar aqui preocupados, com medo porquê cada dia mais a Comunidade nos compromete. Ao invés disso diga: Graças a Deus!

Evangelização: graça de Deus

Não temos condição de viver sem a graça de Deus. Em sua época, São Paulo vivia muito bem do fruto do seu trabalho, mas ao encontrar Jesus tudo mudou. Passou a ver que tudo era dom divino.

Sendo assim, a Comunidade nos provoca a paixão pela Evangelização. O testemunho de São Paulo não é apenas um mapa apostólico, e sim a sua própria vida, onde quer que esteja. Ele mostra que quem é apaixonado pela evangelização, é apaixonado por Jesus Cristo, e vice-versa.

Em seus discursos, o Papa Francisco tem dito que evangelizar não é uma mera transmissão doutrinal ou moral, mas o testemunho de um encontro pessoal com Jesus. Vamos, então, testemunhar tal encontro que tivemos com Cristo, anunciar as maravilhas de Deus nas nossas vidas; revelar a verdade que nos faz acreditar em uma Pessoa. E acreditando nessa Pessoa divina, nós vivemos de acordo com quem acreditamos. É o que gera em nós a graça da conversão!

Encontrar-se com Cristo e vida de santidade

É importante lembrar que, quando se encontra com Jesus, Ele não obriga ninguém a segui-Lo.

O Papa Francisco afirmou que a evangelização pressupõe um caminho de santidade. Segundo ele, é fulcral – ou seja, vital – pois sem a santidade, o ato de evangelizar se torna infecundo. Logo, a santidade é aquilo que nos faz querer ser melhores, não “do que os outros”, mas melhores do que ontem.

Estejamos atentos, ainda, a um sinal básico: quando queremos nos desviar dos planos de Deus, mudamos as companhias e os lugares que frequentamos.

Afinal, onde estamos colocando a nossa vida? Por quem nós nos interessamos? Se não enxergarmos a graça de Deus agindo em nós, vamos achar que é tudo esforço nosso. É preciso se empenhar sim, porém, entendendo que é a graça de Deus que impulsiona.

Da vida santa é que nasce o zelo pela evangelização. Antes de levar aos outros, reconhecemos que nós somos também destinatários.

Questione-se: Será que eu amo Jesus do Evangelho? Ou somente na adoração, nas procissões, nas festas de padroeiro…? Eu amo Jesus fazendo meu estudo bíblico diariamente, quando o formador me desconserta, quando a Comunidade muda o calendário e atrapalha meus planos?

A paixão cristã nos conduz a dialogar com o Senhor todos os dias, bem como, a saber a dialogar com o mundo e suas realidades. O protagonista da Evangelização é o Espírito Santo! Em nós, Ele nos impulsiona para evangelizar. Só é livre quem evangeliza!

Partir em missão

Recordando o padroeiro das missões, São Francisco Xavier realizou um empreendimento grandioso, com pobreza e coragem viveu o Evangelho. Ele foi filho de pais pobres, mas muito corajoso. Após sua experiência com Deus, sua visão se expandiu – foi enviado para evangelizar na Índia logo após ser ordenado Jesuíta. A viagem era longa e perigosa, pois os navios naufragavam, porém, ele só queria uma coisa: ir anunciar. Faleceu em missão, deu a vida porquê se apaixonou pela evangelização.

Cito esse exemplo de santo para relembrar que a Comunidade é toda missionária. O anúncio e o testemunho de Jesus Cristo quem faz é o Espírito Santo em nós. Anunciar o Evangelho é a nossa alegria!

A alegria do chamado é a alegria de podermos viver o Evangelho. A alegria de nos unir aos irmãos, de estarmos juntos… E ninguém ficará para trás! Vamos chegar com todos, juntos!

A alegria deve ser comunicada hoje. É preciso que o anúncio seja feito no Espírito Santo, isso é uma condição indispensável. Sem o Espírito divino, todo zelo é vão e falsamente apostólico – seria apenas nosso, não daria fruto.

Peçamos ao Espírito Santo: é preciso apenas criatividade e simplicidade. Criatividade para anunciar alegremente hoje, até nos lugares que se tornaram mais difíceis, cansativos e, talvez, até infrutíferos – mas é lá que se deve anunciar a alegria. Criatividade não é invenção, mas receber do Espírito as moções. Vamos em frente!

 

Francisco Adriano Silva
Cofundador, Consagrado na Comunidade de Vida com Promessas Definitivas

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