Formação

Retiro Vocacional – A Vida Consagrada

Orientados pelo Evangelho Lucas 1, 74-75, são reunidos os aspectos precisos para trilhar o caminho rumo à vida consagrada.

A consagração é a verdade que a Palavra de Deus apresenta, somos aqueles que foram libertados do inimigo do Senhor, e, por isso, disponibilizamo-nos para amá-Lo e servi-Lo – em santidade e em justiça, na Sua Santa presença, todos os dias de nossas vidas (cf. Lc 1, 75).

Ademais, não se pode conceber um consagrado que não reze, pois, se assim for, sua resposta será muito rasa, pobre, e até mesmo, pesada. Acontecendo assim, acabamos por considerar que não somos chamados, e o inimigo insistirá em nos tentar. Estejamos alertas, se não cuidarmos, ele nos atingirá – e caso não nos alcance, alcançará aqueles que são próximos de nós.

Por essa razão, para nos prevenirmos do inimigo, permanecer na presença do Senhor, isto é, mantermos a amizade com Ele, é fundamental o encontro diário.

Conselhos para a Vida Consagrada, segundo o Papa Francisco

Trazendo para a reflexão os elementos da vida consagrada, o Papa Francisco começa pela amizade com o Senhor. A real consagração é aquela que valoriza a relação com Deus, tendo-O como o primeiro em nossas vidas – sem cair na tentação de acharmos que, em meio as nossas fraquezas e faltas, devemos nos afastar d’Ele. Saibamos que, conforme o chamado feito por Deus, tudo que nos for pedido não será além das nossas forças, pois Jesus não é incoerente, Ele nos conhece, e nos prepara para respondermos dentro daquilo que Ele mesmo nos chama.

No entanto, estejamos atentos: uma vida de oração pessoal reflete na oração comunitária – a postura de oração denuncia como anda a nossa intimidade com o Senhor. Trata-se, ainda, de ter convicção daquilo que Ele quer para as nossas vidas, dessa maneira, as preocupações e tribulações não nos tirarão do foco.

Além da intimidade com Deus, é preciso também priorizar uma vivência fraterna, em comunidade, que dá prioridade na relação com os irmãos. Isso porquê podemos perceber o quanto a sociedade tem sido individualista. Logo, cabe fazer a pergunta a nós mesmos: onde está os nossos amigos, pais, filhos…?

E, não devemos ir apenas ao encontro dos nossos, é necessário chegar ao próximo, que se refere ao elemento da missão. Quando Jesus fez o envio dos setenta e dois discípulos (cf. Lc 10, 1-9), eles são conduzidos aos locais onde deveria ir o próprio Cristo. São encaminhados às periferias, não apenas aquelas onde há pobreza e miséria, mas também aquelas periferias existenciais, daqueles que estão morrendo, esperando a manifestação dos filhos de Deus (cf. Rm 8, 19). Por causa disso, não se pode parar nas pequenas coisas – muito mais há para se investir as nossas vidas, nossa juventude (seja ela etária, ou espiritual), nosso estado de vida.

A Vida Consagrada na Comunidade

Podemos sintetizar o Carisma da Comunidade a partir da reflexão: “Se queres ser testemunhas, não deixes de ser adorador”, diz Papa Francisco. É através do louvor e da adoração que o Filho de Sião realiza com inteireza a sua consagração.

Afinal, o consagrado é aquele que vê Jesus. Só prossegue no caminho aquele que, de fato, viu Jesus, a ponto de dizer: “Senhor, eu te vi, e nada vai me abalar ou me tirar da Tua presença”. Isto posto, compreendamos que os melhores jovens, filhos, pais, esposos… Precisam ser os consagrados! A ponto de que se tornem espelhos para os outros, pois se espelham em Cristo, fundamentados na vida de oração.

Portanto, a consagração, a nossa vida consagrada como Filhos de Sião se resume no amor incondicional a Jesus Cristo e à Sua Santa Igreja (EFS I, art. 2), é Ele nosso modelo, medida e Esposo.

 

Francisco Adriano Silva
Cofundador da Comunidade Filhos de Sião

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