Formação

Semana de Formação 2024 – Virgem de Sião, perfeito louvor a Deus

Assim como a Santa Mãe Igreja recebe o ano civil em seu primeiro dia celebrando a Mãe de Deus, nós – depois de celebrarmos nosso Jubileu de Prata – recomeçamos nossa caminhada com Maria Santíssima: Nossa Virgem de Sião.

Vamos nos agarrar a Ela, junto dEla, próximo dela para chegarmos no Jubileu de Ouro. Ela nos ajudará neste percurso com a graça de Deus e a força do Espírito Santo!

Condução do ano de 2024 para os Filhos de Sião

O ano de 2024 será dedicado à Nossa Senhora na Comunidade Filhos de Sião. Neste tempo, vamos aprender a também elevar a Deus o nosso perfeito louvor. A exemplo dEla, seguiremos rendendo o perfeito louvor ao nosso Criador e Salvador.

Dessa forma, a alma que glorifica o Senhor atrai muitas outras para adorar e bendizer o Altíssimo. O dom de Deus atrai, traz outros a nós, não é por nossas forças que a atração acontece.

Há mais de dois mil anos a Virgem de Sião entoou o mais lindo e profundo cântico a Deus: o Magnificat. Ensinou a todos nós a essência do mais perfeito canto, e ainda levarmos as bênçãos futuras – de geração em geração. Tal é o mais belo canto porquê Maria está cheia do Espírito Santo.

Mulher cheia do Espírito Santo

Maria é tão cheia do Espírito, a ponto de que João Batista estremeceu no ventre de Isabel. Se vivermos assim como Maria, entoando o perfeito louvor a Deus, nós iremos alcançar bençãos para nós e para gerações futuras. Como Ela profetizou: “Todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (cf. Lc 1, 48).

Afinal, quem é para nós Nossa Senhora? Para os filhos de Sião, é a excelsa Filha de Sião! A perfeita filha de Sião. Por essa razão, podemos e devemos imitá-la. Sobre esse tema, São João Paulo II diz que Ela é a forma de Deus: aprendamos com Maria a louvar e bendizer o nosso Deus.

Imitá-la e copiá-la, pois Maria Santíssima é a forma de sermos perfeitos Filhos de Sião.

O contexto em que Nossa Senhora entoou o Magnificat ao Altíssimo foi quando visitou sua prima Santa Isabel. O encontro dos dois testamentos, Antigo e Novo: Isabel o Antigo, e Maria o Novo. Através de cada palavra presente neste cântico reconhecemos o louvor a Deus, isto é, todo o Magnificat é uma expressão de louvor. Ela nos convida a fazer o mesmo, de geração em geração.

Louvar a Deus com a alma e com o espírito

O Magnificat é reforçado em duas frases, a saber: “A minha alma glorifica ao Senhor” (cf. Lc 1, 46) e “Meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador” (cf. Lc 1, 47).

Diante disso, sabe-se que a alma é o nosso ser mais íntimo, e o espírito é ainda mais profundo em nós. Em Maria, a alma e o espírito, tudo o que a compõe, louva, engradece e dá glórias ao Senhor!

Nada em Maria ficou sem glorificar a Deus.

Ainda, o cântico narra também toda a história da vitória de Deus do povo de Israel. Isso porquê nossa amada Virgem de Sião soube olhar a história de seu povo, enxergando a mão de Deus de geração em geração, por isso Ela segue louvando.

Olhemos as nossas histórias: há mais vitórias do que derrotas. Percebemos Deus agindo, e assim como a Virgem, louvemos também o Nosso Senhor!

Exaltar a Deus, ser pequena para que a misericórdia dEle se fizesse grande de geração em geração. Esse foi o papel de Nossa Senhora.

Todo o seu ser estava entregue nas mãos do Senhor

A alma não é algo etéreo que se contrapõe ao corpo. Eles estão unidos, um pertence ao outro. Trata-se de um só ser, e não duma contraposição: a verdade da pessoa inteira, que inclui também sua corporeidade. Essa é a postura de vida da Virgem de Sião: uma mulher inteira, e que vive para exaltar o seu Deus, render glórias, ver e reconhecer os feitos divinos.

Ela foi capaz de renunciar a segurança em si própria, de uma existência constituída em torno do ego, de si mesma. Viveu na dependência do seu Deus, pondo nEle a sua segurança. Jamais pensou nEla mesma, mas no Senhor, no seu projeto divino.

Assim, a jovem Maria recebeu uma bela missão de Deus porquê acreditou. Ela quis depender dEle, não viveu projetos humanos, mas divinos. Como humilde serva coloca-se nas mãos do Senhor e reconhece que somente Ele é grande e tudo pode. Sai de si num verdadeiro êxtase, acolhendo autoridade absoluta de Deus. “Ele é o que é, eu sou apenas sua serva”, deve ter pensado Maria. “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (cf. Lc 1, 38). Correspondam como Ela: o que Tu queres eu quero, Senhor, o que Tu planejas é o que eu sonho viver!

Crescimento espiritual

Quando a pessoa se eleva a Deus em processo de evolução espiritual, o espírito humano prova a alegria incomparável, sua raiz última. Como São Paulo narra: “Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (cf. I Cor 2, 9).

E qual é a nossa raiz última? Deus! E nada mais nesta terra lhe trará tamanha alegria! A alegria interior – tal prazer sentido pelos grandes míticos, na qual nada os perturba – supera todos os prazeres experimentados pelo homem. Tudo em nós fará sentido.

No seu cântico, Maria expressa uma personalidade dirigida a Deus e uma alegria de ser toda dEle: Ela exulta de alegria! (cf. Lc 1, 47).

Qual a fonte da sua alegria? A sua vida engrandece a Deus?

Chamamos de “Magnificat” o perfeito louvor de Maria Santíssima, porque é a palavra que melhor representa “engradecer, exaltar”. Esse hino segue um modelo que foi cantado por Ana, a mãe do profeta Samuel, no Antigo Testamento.

Logo, Maria canta a predileção de Deus pelos humildes e pobres. O cântico também frisa as promessas divinas: o Senhor é fiel, custe o que custar, Ele não esquecerá a promessa que fez a nós.

Louvemos com Maria

Sabiamente, a Igreja nos conduz a entoar esse cântico no final da tarde, pois é nesse período em que a luz do dia dá espaço à luz da noite. No escuro, no momento em que pedimos socorro, o primeiro nome que gritamos é “MÃE!“. Quando a luz se esconde nas dificuldades, cantemos com Maria! Explodamos em louvor, pois Deus não esquece a promessa que fez conosco!

O início da noite é a hora propícia ao louvor e, junto com a Igreja, cantamos e agradecemos.

Ao Senhor, elevemos uma pequena oração: “Eu te louvo, Senhor, minha alma te glorifica, porque Você está junto a mim. Por meio do Magnificat retribui-se e reconhece-se a Tua generosa bondade, que foi capaz de realizar maravilhas em favor dos humildes”.

Deus age em favor dos humildes e derruba os poderosos! Como Maria é aquela que quer nos ensinar a louvar a Deus, procuremos imitá-la, louvando a Deus com alma e com o espírito.

Portanto, o Magnificat é para ser vivido, e não apenas recitado. A Palavra de Deus tem autoridade sobre nós. Sendo assim, o cântico de Maria nos faz viver cheios do Espírito Santo e da graça de Deus, é um verdadeiro louvor.

É decisivo o louvor de Maria, pois o Messias realmente chegou e está em nós. É real!

Onde Nossa Senhora está o cheiro de rosas se faz presente. Ela é o perfume que agrada a Deus. Exalemos esse perfume e agrademos a Deus!

Maria está aqui, e se Ela está, o Espírito descerá: Pentecostes acontecerá!

 

Vander Lúcia Menezes Farias
Fundadora, Consagrada na Comunidade de Vida com Promessas Definitivas

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