VOCACIONAL FILHOS DE SIÃO

Retiro Vocacional – Conselhos Evangélicos

Porque Ele nos ama, é capaz de trocar reinos por nós. Agora, Ele nos diz que – porque nos ama – muda inclusive o clima… Veja o céu! Nisso percebemos o quanto o Senhor quis que estivéssemos aqui. E vamos descobrir caminhar com Jesus.

O mesmo caminho que Cristo percorreu como homem para que se completasse a vontade de Deus em Sua vida, nós iremos percorrê-lo também. Isso porque nós respondemos ao Senhor como homens, como humanos que somos.

Conselhos Evangélicos

O próprio nome explicita: é o que os Evangelhos nos aconselham, apontam acerca da vida de Cristo. E o que são? Trata-se da vida de Jesus na pobreza, na castidade e na obediência.

Todos aqueles que são chamados a uma vida consagrada viverão sob os conselhos evangélicos; são chamados à conformação com Cristo. Eles são necessários para colocar em ordem a bagunça das paixões provocadas pelas inclinações do pecado original em nós.

Dessa forma, a desordem causada pelo pecado original – isto é, a soberba, a desobediência de Eva e Adão, de querer ser “como deuses” – provocaram uma desordenaram a vida humana.

Todas as paixões

Diante disso, a sua vida só se conformará à vida de Cristo se você se conformar aos conselhos evangélicos.

Diferentemente dos religiosos, a Comunidade Filhos de Sião apresenta à Igreja leigos consagrados, nos mais diversos estados de vida, para amar o Senhor e Sua Igreja. Não fazemos, portanto, votos. Nós prometemos a Deus, à Igreja e aos homens que a nossa escolha é de abraçar a vida de Cristo a partir da pobreza, da castidade e da obediência – esse foi o caminho que Jesus escolheu para demonstrar que amava o Pai.

O chamamento para a vivência desses conselhos nasce a partir do encontro íntimo com o Senhor. Nós não seguimos quem não conhecemos! Ainda que fôssemos por impulso, e seguíssemos um desconhecido, em determinado momento do percurso nos questionaríamos, e voltaríamos.

Chamado e Salvação

Assim, sabe por que o Senhor te chama? Sabe qual é o cerne, a preocupação do Pai para que sigamos seu Filho? É porque Ele está preocupado com a sua salvação.

O amor com o qual fomos amados é um amor de Salvação.

O que hoje acontece na nossa história é uma intervenção divina. O carisma, o chamado em nossas vidas é para que sejamos salvos, é caminho de salvação.

Por essa razão, o Carisma nos foi dado para que estivéssemos no mundo (como Jesus orou, cf. Jo 17, 15), mas sem que sejamos corrompidos por ele.

O Pai tem o céu para nós, e quer que vivamos como filhos dignos. Logo, o amor que Cristo nos ama é o amor que nos salva. Ele foi para a cruz olhando para nós, a dizer que nos ama, e porque ama, quer nos salvar.

Amor íntimo

Na estrutura do chamado, por ser um encontro íntimo, o amor de Jesus é pessoal. Logo, cada homem chamado responde por si mesmo, como pessoa. Por exemplo: ainda que um casal seja sacramentado pelo Matrimônio, o Senhor os vê como casados, no entanto, chama-os pessoalmente, a cada um deles.

O que aconteceu conosco foi que o Senhor fitou o olhar em nós, em seguida nos amou, e por fim nos chamou para viver o Seu amor.

Afinal, compreendemos que o motivo pelo qual estamos aqui é o amor de Deus por nós. Nós só amamos porque fomos amados primeiro (cf. 1 Jo 4, 19). Como isso é belo!

O nosso amor é interesseiro, egoísta, orgulhoso, vazio, que quer ser percebido… O amor que preenche é o amor verdadeiro, é o amor divino. O Senhor enxerga e preenche o que há de mais interior e profundo em nós. E, ao percebermos esse olhar amoroso de Deus, queremos amá-Lo de volta.

Sob a perspectiva dos Conselhos Evangélicos

Os Conselhos Evangélicos são os meios mais radicais para modificar o coração do homem, a fim de que ele saiba se relacionar com o mundo, com aquilo que é exterior, bem como relacionar-se consigo mesmo.

Eles nos mostram quem nós somos, onde precisamos nos ajustar, ordenar. Também nos ensinam o que é que vem de Deus e o que não vem. Com um coração pobre, casto e obediente saberemos nos relacionar com Deus, com o mundo, e consigo próprio.

Como viver a castidade evangélica

Ela nos ajuda a transformar nossa vida interior, isto é, o homem ou a mulher velha que está dentro de nós. Ela ordena, ajusta e transforma a bagunça interior que nós temos.

Como viver a pobreza evangélica

Só os corações pobres são capazes de compreender a pobreza dAquele que é infinitamente rico: Jesus Cristo. Ele se fez pobre, desde o seu nascimento, sua família, sua vivência…

O pobre é aquele que deixa aparecer a riqueza de Deus, que permite que Cristo apareça (cf. Jo 3, 30).

Como viver a obediência evangélica

Permite nos transformar de forma radical para que não sejamos escravos das nossas vontades.

Ao ser chamado e corresponder, o ser humano que vive sob os conselhos evangélicos renova a Criação. O homem apresenta o seu verdadeiro valor, em contraposição àquilo que é apresentado pelo mundo atualmente.

Francisco Adriano Silva – Cofundador e Consagrado na Comunidade de Vida

Os Conselhos Evangélicos na Comunidade

A pobreza para os filhos de Sião: “É conformar-se à vontade de Deus” (cf. EFS). Isto é, nós nos abandonamos à vontade de Deus. Ela é inspirada em Santa Teresinha, visto que ela, como nossa baluarte, nos ensina: “quero o que Ele quer, o que Ele faz é o que eu amo”. Tem o objetivo de ajudar a Igreja, a Comunidade e os irmãos.

Nisso também, os membros não devem se preocupar em acumular bens, nem de terem medo de partilhar aquilo que possui com os demais, a fim de se afastar do mal da ganância. Isso é válido para bens materiais – financeiro, transportes, etc; e espirituais – dons, talentos, juventude, energia.

A castidade para os filhos de Sião: É essencial e necessária. Deve tomar posse da virtude da temperança, tendo em mente que é um trabalho estritamente pessoal, de domínio de si mesmo, não se deixando levar pelas paixões, pela carne. Se assim não o fizermos, viveremos de modo egoísta. A castidade é escola de caridade – de amor (cf. CIC).

A obediência para os filhos de Sião: É uma grande fonte de bênçãos, utilizada pelo Senhor para nos livrar de enganos. Por isso, devemos obedecer às nossas autoridades.

Os conselhos evangélicos são complementares. Logo, um depende do outro: se não vivemos todos, não vivemos nenhum deles.

 

Francisco Adriano Silva
Cofundador e Consagrado na Comunidade de Vida com Promessas Definitivas

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