Formação

Abertura da Semana de Formação – Missão Bela Cruz

Meus irmãos, estamos vivendo um Ano Santo na nossa Igreja. Celebramos um Jubileu Ordinário, proclamado pelo nosso Santo Padre, o Papa Francisco. São 2025 anos de história. 2025 anos em que Cristo venceu a morte! 2025 anos vivendo a liberdade de filhos de Deus. Neste ano, o convite que o Papa nos faz é o mesmo de Jesus quando iniciou a sua vida pública: um convite à conversão. O Papa, então, escreve na Bula de Proclamação do Jubileu que devemos ter esperança, e que a esperança não engana (Spes non confundit).

Jesus é a nossa esperança!

Preocupada em formar os seus filhos, a Comunidade traz como temática para a Semana de Formação a abordagem deste Ano Jubilar, com a intenção de nos fazer compreender a graça que este Ano nos traz, bem como ensinar a viver bem e viver com esperança. A esperança é, portanto, a mensagem central para este Ano Santo. Somos chamados a ser “Peregrinos da Esperança”. E se a nossa esperança é Jesus, somos então chamados a ser Seus peregrinos.

Conduzidos por Rm 5,1-11.

São Paulo nos ensina que a salvação não vem pelas nossas obras, mas pela fé em Jesus Cristo. Ele argumentou que todos, tanto judeus quanto gentios, pecaram e estão separados de Deus, mas podem ser reconciliados com Ele por meio da fé. É a nossa fé, meus irmãos, que nos levará a peregrinar neste Ano Santo. É ela que nos levará ao confessionário para nos reconciliarmos com o Senhor.

Dessa forma, Deus mesmo nos chama a termos paciência com a nossa conversão. A paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança. Acredite que você pode mudar! Acredite que você pode fazer as pazes com Deus! Acredite que existe algo bom em você, que você pode fazer o bem: praticar a esperança!

Mais à frente, São Paulo vem nos falar sobre o pecado e a graça. Ele explica a realidade do pecado no mundo e como a graça de Deus, por meio de Jesus, supera o poder do pecado. No versículo 20 diz assim: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça”. É esta a proposta deste Ano Jubilar: fazer com que a graça de Deus venha em superabundância em nossas vidas, a fim de não vivermos mais no pecado, mas numa vida nova, de obediência a Deus. “Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porque não estais debaixo da Lei, mas da graça” (Rm 6:14).

Jesus: porta de salvação!

Segundo o desejo do Papa, este Ano veio para que todos nós tivéssemos um encontro vivo e pessoal com o Senhor Jesus, “porta” de salvação (cf. Jo 10,7.9). E como nós bem sabemos, o homem na Comunidade Filhos de Sião é aquele que passa por uma experiência com o Cristo Rei e Senhor Abandonado na Cruz. Durante este Ano da Graça, iremos renovar este encontro. Iremos voltar o nosso olhar para aquele que, no patíbulo da Cruz, grita a nós: Tenho sede! É tempo de voltarmos para Aquele que nos amou primeiro! Voltarmos para saciar a Sua sede! Voltarmos para o amarmos de novo! Reconciliar-se no dicionário significa: Estabelecer a paz ou a harmonia entre pessoas desavindas. Ou seja, voltar à harmonia, à amizade com o Nosso Rei e Senhor que tantas e tantas vezes é abandonado por nós.

Ele nos amou primeiro! Amemo-Lo de volta!

O Senhor nos amou primeiro, antes de tudo e de todos. Amou-nos até o fim, morreu por nós. Derramou até a última gota de sangue para nos dar vida. Que Deus é esse, meus irmãos? Que pagou este alto preço para nos salvar. Veja que forte: Nossa vida tem valor, pois ela vale o sangue de Cristo! Ela vale todo o amor com que Cristo se deu. Esse foi o preço do nosso resgate, meus irmãos. Valemos a vida de Cristo! É no alto da cruz que vemos a revelação mais perturbadora do amor de Deus por nós, já dizia o Papa Bento XVI.

O Criador mendiga o amor da criatura

Com efeito, o Papa Francisco vem nos dizer que a esperança nasce do amor e funda-se no amor que brota do Coração de Jesus trespassado na cruz. É lá que o Criador mendiga o amor da Sua criatura. Portanto, irmãos, esta é a proposta deste Ano Jubilar: Voltarmos o olhar para o Nosso Criador e Redentor! Voltarmos a nossa vida para Ele. É tempo de recomeçar, de lutarmos para sermos fiéis no amor Àquele que nos amou primeiro. “O amor não faz mal ao próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da Lei” (Rm 13:10).

Dessa maneira, Paulo nos propõe ainda na Carta aos Romanos uma vida no Espírito Santo, como marca distintiva dos cristãos. Ele ensina que o Espírito ajuda os cristãos a viverem de acordo com a Vontade de Deus e os liberta do domínio do pecado: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1). “O Espírito mesmo testifica com o nosso espirito que somos filhos de Deus” (Rm 8:16).

Busquemos viver a vida do Espírito!

“O que nasce da carne é carne, o que nasce do Espírito é Espírito” (cf. Jo 3:6).

Neste ano, irmãos, busquemos as graças que este Jubileu nos concede. Busquemos as indulgências necessárias à nossa conversão! Busquemos arrependermo-nos dos nossos pecados! Não apenas confessá-los, ditá-los, mas de fato nos reconciliarmos com Deus! Não nos conformemos com este mundo! Coloquemo-nos em marcha para amarmos o Amor que não é amado.

 

Geraldo Luan Neves Leorne
Consagrado na Comunidade de Vida Filhos de Sião 

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