Formação

Cenáculo Celebrativo Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face

Com os Estatutos da Vocação em mãos, leiamos os seguintes artigos com atenção:

São Francisco de Assis, Santa Teresinha de Lisieux e São Camilo de Léllis são cognominado baluartes porque subsequentemente inspiram: o Carisma (o Amor não é amado), a vida de pobreza (o abandono à vontade de Deus) e a vida missionária (a prontidão para anunciar o Evangelho). (art. 56, Título XIV, Capítulo IV, EFS).

A Comunidade mantenha um relacionamento de intimidade e de confiança para com estes santos amigos e intercessores. Eles são vozes diante de Deus e luzes na vivência da Vocação Filhos de Sião. A vida dos santos baluartes ensina ainda: a intimidade com Deus e com sua Palavra, a radicalidade da conversão, o repúdio ao pecado, o amor à Santa Mãe Igreja, aos pobres e aos necessitados. (art. 57, Título XIV, Capítulo IV, EFS).

A Comunidade celebre com entusiasmo e alegria o dia dos Santos Baluartes da Vocação, bem como a Festa da Virgem de Sião, da Mãe da Divina Providência e dos Padroeiros das Paróquias de cada Missão. (art. 58, Título XIV, Capítulo IV, EFS).

Da leitura feita e meditada, respondamos àquilo que nos pede:

  1. Como eu tenho nos dias de hoje escutado o grito “O amor não é amado”?
  2. Como esse grito tem chegado ao nosso coração?
  3. Como eu tenho pensado nesse grito?
  4. Eu tenho amado o Amor?

Tudo que celebramos de Santa Teresinha o fazemos porque ela colocou Jesus no centro de sua vida e fez dele a sua alegria. Ela é capaz de fazer chover rosas sobre nós do Céu.

Fomos atraídos, chamados e inquietados por Deus para atender à Igreja.

É sabido que quem ama dá a vida! Santa Teresinha entregou sua vida mesmo sem ter saúde! Nada disso a impediu de fazer a sua melhor oferta de vida a Deus. Ofertou-se de forma plena.

Dê sua vida para o Carisma e para Jesus! Oferte sua vida para amar o Amor que não é amado e torná-lo conhecido. Quem ama dá a vida! Em nome desse Carisma eu convido você a ofertar sua vida na Comunidade de Vida e na de Aliança!

Em Santa Teresinha aprendemos o santo abandono na vontade de Deus. Por isso que tão convictamente celebramos Santa Teresinha. Nossa amiga e intercessora.

Respondamos:

  1. Eu sei qual é a vontade de Deus para mim?
  2. Eu sei qual é a vontade de Deus para minha vida no Carisma?

Não dá para caminhar como pessoas cegas. Deus não engana ninguém. A forma como eu tenho vivido o Carisma tem correspondido à vontade de Deus na minha vida?

  1. Tenho travado uma luta para realizar a vontade de Deus?
  2. A vontade de Deus tem doído em mim?

Verdadeiramente fazer a vontade de Deus é uma luta. Se não dói, e não arranca pedaço não é a vontade de Deus.

  1. Estou no conformismo da vida ou na inquietude da vontade de Deus?

Santa Teresinha, mesmo enferma, diz-nos: “Não desejo a morte nem a vida; se o Senhor me deixasse escolher, não escolheria nem uma nem outra, quero o que Ele quer, o que Ele faz é o que eu amo!” (trecho do art. 71, §1, Título XVIII, Capítulo IV, EFS).

Usemos das palavras de Santa Teresinha e façamos o nosso tema no Carisma.

Quem aqui já leu a exortação “C´est la confiance” (Só a confiança), do Papa Francisco, sobre Santa Teresinha, publicada ano passado? Convido você a lê-la!

São Camilo aponta-nos e sustenta no nosso meio a vida missionária e apostólica. Para ele deixar o pecado não tinha sido nada difícil! Ele descobriu que difícil é dobrar-se e inclinar-se à vontade de Deus. Deixar o pecado é decisão!

Quanto maior a luta mais santidade!

Vander Lúcia – Fundadora e Moderadora Geral

As coisas difíceis não foram criadas por Deus. Mas, porque a nossa humanidade foi ferida pelo pecado, há uma luta. Temos tendência a pecar. Mas a vontade de Deus é plasmada em mim pelo Espírito Santo! Não deixe sua carne vencer! Não dê brecha para sua carne!

Não se chega aos Céus arrastando os pés! Para Camilo, o Céu aqui na terra era os hospitais. A gente precisa subir esses pés. Mãos sujas são as que se guardam e que se retêm. Mãos limpas são as que estão na massa (conforme art. 67, Título XVII, Capítulo IV, EFS).

Precisamos de um relacionamento de intimidade e de confiança. Santa Teresinha diz-nos que, àqueles que a pedem, ela derramará uma chuva de rosas. Confiemos a nossa saúde a São Camilo, em um relacionamento de intimidade e de confiança. O coração de São Camilo está intacto porque era uma brasa de amor a Deus e à humanidade. A terra não conseguiu consumir.

São Francisco mostrou para nós Jesus na cruz de forma diferente. Amigo dos pobres, recebeu as chagas do Senhor, porque ninguém amou e assemelhou-se tanto a Cristo como São Francisco.

Os baluartes são vozes de Deus e luzes na vivência da Vocação Filhos de Sião.

Eles também nos ensinam: a intimidade com Deus, a intimidade com sua Palavra, a radicalidade da conversão, o repúdio ao pecado, amor à Santa Mãe Igreja, o amor aos pobres e aos necessitados.

Nossa riqueza é Jesus.

Conformar-se à vontade de Deus é a fonte oriunda da nossa pobreza. Fazer a vontade de Deus é viver uma vida pobre. Precisamos deixarmo-nos. Ser pobre na Comunidade é usar da minha liberdade para ajudá-la no que eu sei fazer. A nossa vida é para fazer a Igreja de Deus crescer. Ser pobre é saber viver com o necessário. Evite a mentalidade consumista e o desejo de acumular bens.

Não tenhamos medo de partilhar os bens espirituais e os materiais. Abramos, novamente, nossos Estatutos. Comparemos as maneiras pela quais se vive a pobreza nas Comunidades de Vida e de Aliança.

Leiamos o Título XXIII, artigos de 85 a 88, do Capítulo V, da Comunidade de Vida. Meditemos.

Leiamos o Título XXXI, artigos 113 e 114, do Capítulo VI, da Comunidade de Aliança. Meditemos.

Somos todos chamados a ser pobres. Felizes os pobres porque deles é o Reino dos Céus! Cada um de nós no lugar em que estamos devemos zelar pela nossa pobreza evangélica. Nossa natureza humana contém duas leis opostas: a da carne e a do espírito. A prática da pobreza educa a alma e a faz voltar-se para Deus. O coração rico não se volta para Deus! A pobreza é um estado de espírito, e não de indigência. Mas de espírito!

Os pobres em espírito têm autêntico desapego dos bens terrenos e usam do mundo como se dele não usassem. A figura deste mundo passa. A pobreza espiritual é o meio por excelência para chegarmos à vontade de Deus.

Nossa mais alta finalidade é a vontade de Deus. Temos de ser desapegados de tudo que possuímos. Do contrário, não chegaremos à conformidade com a vontade de Deus. Viver a pobreza requer uma predisposição de alma. Colocar nossa alma nessa predisposição à pobreza. O jogo está em compreender que o cerne da vida cristã consiste no amor a Deus.

É preciso renunciar aos bens que nos afastam da santidade e da vida no Carisma. Vivamos nosso Carisma plasmado na ajuda dos nossos baluartes, e juntamente do Servo de Deus Monsenhor Waldir.

Quem vive o Carisma é feliz. É repleto!

 

Vander Lúcia Menezes Farias
Fundadora e Moderadora Geral da Comunidade Filhos de Sião

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