Formação

Cenáculo Filhos de Sião: Conduzidos pelo Espírito ao deserto

Neste ano jubilar, a Comunidade quer façamos um caminho juntos, unidos; trilhando um percurso comum neste período quaresmal, o qual a Igreja chama de Tempo de Conversão. A partir do Evangelho do 1° Domingo da Quaresma, que está em Mateus 4, 1-11, vamos caminhar juntos: “Conduzidos pelo Espírito ao Deserto”.

A Comunidade nos chama a entrar no deserto, mas não sozinhos, pois seremos conduzidos pelo Espírito Santo, tal como Jesus, quando entrou no deserto. Amar Cristo, este é o convite que a Comunidade nos faz!

O deserto não é o fim

Foi neste lugar inóspito que aconteceu a preparação de Jesus para iniciar sua vida pública. Ele se recolheu, fez um caminho espiritual — de comunhão, do Filho com o Pai. E neste caminho o demônio aparece para tentar Jesus. Porém, o deserto não é o fim!

Este percurso é para encontrarmos Aquele quem a nossa alma anseia: Jesus Cristo. Portanto, é necessário estarmos atentos à travessia, porquê surgirão obstáculos.

Sendo o deserto lugar de provação e tentação, utilizando-se de nossa fragilidade, o tentador insinua com sua voz mentirosa, que mostra um outro caminho — de engano, pois a única coisa que ele sabe fazer é nos seduzir para o erro.

Assim, nós seremos tentados quando nos recolhermos em Deus, visto que o demônio não ‘fica parado’ ao saber que ele está perdendo uma alma: a tentação vai chegar, mas nós estamos conduzidos pelo Espírito Santo!

Para que o retiro quaresmal?

A intenção da Igreja, neste tempo da Quaresma, é nos levar ao arrependimento de nossos pecados, a fim de nos redimir e nos encontrar. Faz também com que reflitamos onde nossa vida está apegada e sustentada.

Ainda, é para que nós amemos mais a Jesus! Não é justo que Cristo tenha padecido na cruz, e nós continuarmos indiferentes ao Seu amor.

Caminhando no deserto

Para isso, durante a nossa peregrinação no deserto, a cada semana seremos conduzidos pelo Espírito em realidades distintas, a saber:

  • 1ª Semana: Nunca dialogar com o diabo.

Eva dialogou com o demônio e caiu. Ao contrário, Jesus não dialogou e os anjos, em seguida, vieram para servi-Lo. Dessa forma, o deserto não é para ser vivido somente na oração pessoal, mas deve transformar a Quaresma neste retiro espiritual. Devemos fazer o exercício de silenciar, tanto a voz quanto a razão — que nos leva a estar sempre à frente, como “donos da verdade”. É tempo de conter-se a si mesmo.

Fiquemos atentos a tudo que quer nos enganar, porque o teste que o demônio nos faz é para saber se amamos Jesus!

  • 2ª Semana: A proposta de dialogar com Jesus acaba mal para o diabo.

No Evangelho são apresentadas três pospostas para Jesus, no entanto, o diabo acaba mal. Quem tem ganhado em nós: Jesus ou diabo? Nessa semana precisamos refletir a quem temos dado ouvidos, e se estamos abrindo espaço para o mal.

  • 3ª Semana: O diálogo com o mal pode ser um grande perigo.

Quando o demônio quer tentar uma pessoa, ele começa sutilmente, dialogando. Cuidemos! Sigamos o exemplo de Jesus, que não dialoga com demônio, Ele escuta e dá uma resposta que não é Sua, mas da Palavra de Deus. Por essa razão, não devemos dar respostas pessoais para o diabo.

  • 4ª Semana: Jesus nos apresenta a Cruz como um outro caminho.

O diabo é um mau pagador, pois promete tudo, mas nos deixa sem nada — nus, como o fez com Adão e Eva. Tenhamos cautela, porquê podemos estar recebendo do demônio uma mixaria.

  • 5ª Semana: A graça de Jesus nos faz voltar e pedir perdão.

Mantenhamos os olhos abertos, não sejamos ingênuos. Peçamos ao Senhor, pois sozinhos não conseguiremos: voltemos e peçamos perdão ao Pai, como o filho pródigo (cf. Lc 15, 21).

 

Francisco Adriano Silva
Cofundador da Comunidade Filhos de Sião 

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