Formação

Engajamento na Vida Comunitária

Quando o Espírito Santo é derramado sobre cada um de nós, o nosso coração fica preparado para receber a Palavra. 

Nós ouvimos muitas palavras frases de efeito, como: “Jesus te ama!”, mas escutar demais, acaba ‘passando pelo ouvido’ e não produz efeito nenhum. No entanto, quando o Espírito Santo toma conta do nosso coração tudo se transforma tudo ganha um novo sentido.

E é isso que eu espero, que as palavras a seguir possam tocar o coração de cada um.

Começando pelo primeiro

Antes de mais nada, saiba que o primeiro é Jesus. Sempre, sempre foi Jesus: Ele nos amou primeiro; e Ele nos viu por primeiro – que palavra forte: Jesus nos viu!

Ainda quando estava formando o grupo dos Seus discípulos, Jesus viu Mateus – que estava lá na coletoria de impostos; viu João, Pedro e outros mais jogando as redes; avistou Natanael sob a figueira; viu e caminhou junto dos discípulos de Emaús; viu também a Samaritana buscando água para matar a sede; Ele avistou até Zaqueu, que apesar da baixa estatura queria vê-Lo.

Jesus vê o coração

São várias situações pelas quais Jesus passou e chamou. Então, Ele viu a mim e a você, mas não como nós vemos aqui. Quando Jesus vê, Ele consegue enxergar o fundo da alma, o coração.

Diferente de nós, pois enquanto vemos uma coisa, Jesus vê outra, porquê Ele vê o coração.

Antes que Jesus passasse pela coletoria de impostos, onde viu e chamou Mateus, Ele curou aquele paralítico, cujos amigos destelharam a casa a fim de poder entrar e o colocarem diante de Jesus. E o que foi que Ele disse para aquele paralítico?

Embora os amigos quisessem a cura física, Cristo disse ao paralítico: “Teus pecados estão perdoados”. Ora, Jesus não viu a doença daquele homem, viu um pecador.

Na verdade, aquele pecador precisava ser curado do seu pecado. De modo similar, no caso de Mateus, as pessoas que ali estavam viam um publicano, um pecador público, ao passo que Jesus viu um discípulo, um apóstolo.

Ele faz o mesmo conosco

Conosco acontece o mesmo. Ao olhar para cada um, Cristo vê o que nós somos, bem como o que podemos ser através da Sua graça.

Assim, Jesus te viu, desde o momento em que você resolveu vir até aqui, e experimentar o Seminário de Vida no Espírito Santo, com o desejo de ter o primeiro momento com Jesus.

Durante a experiência vimos várias pregações querigmáticas: a primeira sobre o Amor de Deus – o amor que transforma as nossas vidas, e que nos deu a conhecer Jesus. A partir do momento que nós O conhecemos melhor, começamos a perceber os nossos pecados, e veio a segunda pregação, Pecado e Salvação. Graças ao amor de Cristo fomos salvos da consequência do pecado. Em retribuição, chegamos à conversão, que se dá pela fé – nossa terceira pregação – Fé e Conversão. Já na quarta, compreendemos sobre o Senhorio de Jesus, reconhecendo-O como nosso único Senhor. Isso revelou o quanto há em nós a necessidade da Cura Interior – quinta pregação. Finalizando com a Promessa do Pai, o Espírito Santo – capaz de transformar, curar e libertar cada um de nós!

A Promessa do Pai

Conduzidos por Atos dos Apóstolos 2, meditemos sobre a vinda do Espírito Santo.

Nós vimos o apóstolo tratar sobre o derramamento do Espírito Santo. É dessa maneira que Jesus nos vê: passamos pelo Seminário de Vida, depois vem o Espírito Santo, e então Jesus entra nos nossos corações.

Então, somos impulsionados a sair de nós mesmos. A partir desse momento – o qual sentimos o desejo de nos entrosarmos, de nos engajarmos -, Deus nos ama de modo imenso e por isso não ficamos mais na individualidade. Ninguém que é batizado no Espírito Santo pode continuar a viver no isolamento. É necessário ter outras pessoas, pois o próprio Pentecostes foi um momento comunitário.

Quando os apóstolos estavam reunidos em oração é que veio o Paráclito, o Espírito Santo. Nós também buscamos a vida em comunidade, nos grupos de oração, a fim de beber desse carisma, e vivê-los. Não se trata de imposição, é desejo mesmo. Lembro que ao conhecer da Comunidade, nada foi pedido a gente não, nada foi pedido para nós deixarmos – nem festas, nem roupas, nem bebedeiras… nada disso. Nós deixamos porquê sentimos a necessidade de deixar.

Interessante que, para recebermos o Espírito Santo, nós precisamos estar em comunidade, mas apesar de sobrevir em comum, Ele age espiritual e individualmente, sobre cada um. Como desceu sobre os apóstolos? Veio numa espécie de ‘línguas de fogo’, que se repartia e pousava sobre cada um deles. Logo, somos diferentes, porque recebemos cada qual à sua maneira, já que o amor de Deus é também individual, pessoal.

Afinal, o amor de Deus por cada um de nós é igual?

O amor de Deus é igual ao de pai e mãe – a intensidade é igual, mas a maneira de amar é diferente, porque cada filho é diferente. Então, o Espírito Santo age de maneira diversa, a cada pessoa Ele dá dons diferentes conforme às necessidade.

Depois do transbordamento do Espírito Santo, o que foi que aconteceu com os discípulos? Eles estavam trancados, com medo; e em seguida saíram para pregar; viveram em comunidade, e muitos se uniam a eles. O impressionante é que aquelas pessoas eram levadas a se unirem aos apóstolos não pelos milagres, mas por conta do amor que tinham uns pelos outros – “vejam como eles se amam!” (cf. At 2, 44s).

Vida comunitária

Portanto, queira você também viver desse modo. Tudo aconteceu para se cumprir  o que Jesus disse na última ceia: “Nisso todos conhe­cerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (cf. Jo 13, 35). O engajamento na vida comunitária, no grupo de perseverança se faz necessário porquê nos ajuda a crescer; é uma força. Embora hajam pessoas cheias de falhas e de limitações no grupo de oração, nós sentimos força e confiança – apoiando uns aos outros.

Particularmente, durante esse tempo todo na Comunidade, vi muitos milagres, cura e libertação acontecerem: quantos irmãos que deixaram os vícios… É impressionante a ação de Deus! Na minha vida também muitas coisas aconteceram. Certa vez, lembro que eu estava numa Adoração durante a Festa de Corpus Christi, e o Senhor dizia no meu coração: “Prepare-se porquê você vai ser chamada para partilhar a Palavra”. Naquele dia eu não estava me sentindo bem, porém Jesus insistiu: “Vá, pois você vai voltar curada”, e isso aconteceu! Fui e quando voltei, eu não tinha mais nada. Também essas graças se estendiam aos meus, da minha casa, e tantos outros.

Assim, a Comunidade é esse local onde nos reunimos para clamar o Espírito Santo. A cada encontro estamos reunidos em cenáculo, junto com Jesus e Nossa Senhora, clamando o Espírito para receber seus dons, milagres e prodígios!

 

Patrícia Jovino

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