A esperança não engana porque o próprio Deus derramou sobre nós o seu Espírito Santo.
Conduzidos por Romanos 5, 5.
O Jubileu, segundo o Papa Francisco, será uma ocasião de reanimar a nossa esperança, estamos em um tempo em que a humanidade deixou de viver a esperança. A paciência é amiga da esperança, nós estamos vivendo sem paciência, estamos sem esperança. Tudo o que nos aguarda é uma vida feliz, como nos diz São Paulo, é o que Deus tem reservado para nós, é momento de reanimar a esperança do céu e viver na presença de Deus e saborear o que Deus preparou para nós.
A Igreja prepara as coisas e tem gosto de preparar o seu povo na introdução do mistério. Esse é o jeito da Igreja nos preparar para o mistério.
Papa Francisco há três anos vem nos preparando para o Jubileu em 2025
Conduzidos por Levítico 25, 8 – 13
Para o povo judeu, este ano é santo, não se teria o trabalho como forma de lucro, mas se comia o que produzia, os escravos eram libertos e voltariam para suas casas e teriam suas terras de volta. O Jubileu é maior plano social aplicado à sociedade como se viveu em Levítico.
Sua proposta no antigo testamento era ser ocasião para restabelecer uma correta relação com Deus. Ao que parece, o Jubileu nunca se realizou em Israel até o regresso do exílio, pouco a pouco a sociedade voltou a constituir-se de ricos e pobres, poucos com muitos e muitíssimos com pouco ou nada. O Ano Jubilar reclamado, por aqueles que o viam como oportunidade de salvação, de voltar a começar, enfrentou muitos percalços, interpostos certamente por aqueles que manobravam o poder. Essa era a defesa dos governantes, não dá para devolver, era a desculpa!
Eles viam e demonstravam que seriam um desastre econômico para a nação devolver ao empobrecido o que por justiça lhe cabia. Porque a legislação humana não conseguia levar à prática essa lei, foi-se projetando pouco a pouco para uma futura era messiânica: uma das tarefas do Messias seria proclamar um ano de graça em favor dos humildes e oprimidos.
Humanamente, não se conseguia devolver ao pobre pós-exílio o que era do pobre, ou refazer uma distribuição de bens, foi-se criando uma era messiânica que, quando voltasse, iria resolver, por isso que aquele povo esperava um Messias que viesse governar, era essa a ideia messiânica.
Uma das tarefas do messias seria proclamar o ano da graça em favor dos humildes e oprimidos
Conduzidos Isaias 61, 1 – 3.
Todos passaram a esperar por um Messias para instalar a paz. E na primeira oportunidade, Jesus proclama que o Espírito do Senhor está sobre mim. O ano da graça do Senhor é o ano Jubilar, aqui começa a se cumprir a missão do Messias. Este foi o eixo fundamental da missão de Jesus Cristo: publicar o ano da graça do Senhor.
Nós vivemos um eterno Jubileu com Jesus. Quem tem um encontro pessoal com Jesus todo dia é jubileu, ele nos liberou, nossas cadeiras foram quebradas, porque ele publicou para nós o ano da graça do Senhor. Vivemos um eterno Jubileu! O maior acontecimento ocorrido em nós, não foi outra coisa do que nosso encontro pessoal com Jesus, que marcou uma vida jubilar para sempre.
Na história da Igreja católica, o primeiro Jubileu foi convocado pelo Papa Bonifácio VIII, no ano de 1300. Tradição que se estende até agora, os jubileus têm vários elementos que se relacionam, seguem:
- a bula de convocação;
- a temporalidade (a cada 100 anos, 50 anos, 33 anos e 25 anos);
- a peregrinação a Roma e à Porta Santa;
- os exercício de piedade e a frequência aos sacramentos;
- as indulgências.
O jubileu de 2025, chamado Jubileu da Esperança, será marcado por um período especial de perdão, reconciliação com Deus e renovação espiritual
Esse é o desejo do Papa na Bula: que esse ano seja o ano de perdão, vamos perdoar! É ano de reconciliação com Deus e renovação espiritual.
O Papa Francisco, na Bula de Proclamação do Jubileu da Esperança, fala que este será o momento “para oferecer a experiência viva do amor de Deus, que desperta no coração a esperança segura em Cristo”.
Tempo de oferecermos ao mundo a experiência viva do amor de Deus.
É momento de tornar o amor amado. Uma experiência viva com o amor de Deus, encontramos com o Cristo vivo que propõe vida para a humanidade. Viver uma experiência com amor de Deus é despertar no coração do homem uma esperança segura da salvação em Jesus. Garantir a salvação ao homem em Jesus Cristo.
O que o Jubileu nos lembra?
“A esperança não engana” (Romanos 5, 5) – A mensagem da Carta de São Paulo aos Romanos é o título da Bula de Proclamação do Jubileu, o documento que detalha as intenções do Papa com a celebração, bem como orienta a sua vivência. A esperança, assim, é a mensagem central do Jubileu.
Jesus é a esperança. A esperança em Jesus jamais enganará.
Possa ser, para todos, um momento de encontro vivo e pessoal com o Senhor Jesus, porta de salvação (cf. Jo 10, 7.9); com Ele, que a Igreja tem por missão anunciar sempre, em toda a parte e a todos, como sendo a nossa esperança (1 Tm 1, 1), escreveu o Papa Francisco.
Dom Jailton, em sintonia com o Papa, situa os dias de hoje marcados por crises sociais e econômicas, por divisões, pela indiferença. Nesse contexto, o tema “Peregrinos da Esperança” ressoa como voz profética, segundo o bispo. O Jubileu nos lembra que somos todos caminhantes nesta terra, guiados por uma promessa maior. Assim como a figueira mencionada por Jesus no Evangelho de Marcos (13, 24-32), somos chamados a perceber os sinais dos tempos e a nos prepararmos para a chegada do Reino de Deus, disse Dom Jailton.
Cada dia que passa fica mais perto, cada dia o Senhor abre as portas. Aprendamos com a figueira.
Como viver o Jubileu como Filhos de Sião, eleitos de uma missão, pessoas que guiam um rebanho e que vão preparar este povo para o Jubileu?
O Jubileu é marcado pelo perdão, reconciliação com Deus. Neste ano, na Comunidade, vamos viver o perdão, mas também na nossa casa e trabalho, vamos exercitar o perdão e a reconciliação com Deus. Vamos viver um novo batismo, efusão e uma nova experiência com Jesus.
Todos os símbolos, as preces e os ritos são jubilares e servem como prelúdio para uma rica experiência de graça, de misericórdia e de perdão. Assim, vivenciar o Jubileu é fazer parte de um tempo de graça, o ano da graça do Senhor. Não podemos perder nada do que for ofertado.
“Ser um peregrino de esperança é assumir um caminho espiritual que envolve não apenas a busca de lugares sagrados, mas também uma atitude de renovação interior e compromisso com a transformação pessoal e social”, destaca dom João Justino.
Nossas regras de vida devem ser cuidadas e renovadas neste Jubileu.
Esse caminho proposto pelo Papa começou com dois passos: o estudo dos documentos do Concílio Vaticano II, em 2023, e a redescoberta da oração, em 2024. No ano jubilar, a peregrinação representa um elemento fundamental, como explicou o Papa Francisco:
“Pôr-se a caminho é típico de quem anda à procura do sentido da vida. A peregrinação a pé favorece muito a redescoberta do valor do silêncio, do esforço, da essencialidade. Também no próximo ano, os peregrinos de esperança não deixarão de percorrer caminhos antigos e modernos para viver intensamente a experiência jubilar”.
Favorece muito a redescoberta do valor do silêncio. Peregrinar e valorizar o silêncio na peregrinação é também um esforço. Essa é uma experiência que nos oferece o Jubileu.
Em âmbito universal, as peregrinações à Roma, nas basílicas e às Portas Santas, em âmbito local, conforme a definição de cada diocese para os locais de peregrinação e obtenção de indulgências. Cada diocese contará com pelo menos uma Igreja de peregrinação jubilar, no caso a Igreja Catedral, mãe de todas as igrejas da diocese. Ali acontecerá, no dia 29, a abertura local do Jubileu.
“A igreja de peregrinação jubilar é um espaço sagrado destinado ao culto e à peregrinação durante o Ano Santo. Nela, os fiéis que as visitarem podem receber indulgências, desde que cumpram determinadas condições, como a confissão sacramental, a comunhão eucarística e a oração pelas intenções do Papa”, detalha Dom João Justino.
Todas às vezes que formos ao Santuário Sagrado Coração de Jesus a partir do dia 28/12/2024, estamos entrando em uma Igreja Jubilar
Em todo o mundo, haverá a abertura da Porta Santa somente em cinco locais: na basílica de São Pedro, no Vaticano; na Catedral Basílica de São João do Latrão, na Basílica de Santa Maria Maior, Basílica de São Paulo Apóstolo Fora dos Muros e na penitenciária de Rebibbia, em Roma. Uma igreja com Porta Santa é aberta apenas durante o Ano Santo, simbolizando a entrada em um tempo de graça e perdão.
“A característica central e maior graça do Jubileu são as indulgências, alcançadas segundo a Tradição da Igreja, e não a passagem na Porta Santa. Portanto, a Porta Santa do próximo Jubileu será o confessionário”, reforça Dom João Justino.
A maior porta santa, segundo o Papa Francisco, será o confessionário
O Jubileu retira essa cicatriz causada pelo pecado, pena e culpa. A graça do Jubileu são as indulgências e não a passagem em si pela porta santa. É necessário que vivamos o ano jubilar em todos os detalhes.
Somos peregrinos da Esperança!
Vander Lúcia Menezes Farias
Fundadora e Moderadora Geral da Comunidade Filhos de Sião