Formação

Retiro de Semana Santa 2024 – As Dores de Nossa Senhora (6ª e 7ª Dor)

A Comunidade, precisamente neste ano no Retiro de Semana Santa, nos convida a meditar as dores de Maria. Estamos vivendo um ano Mariano, as dores de Nossa Senhora foram muito sofridas. Maria era humana como nós, ela é uma de nós. Escolhida de Deus para grandes mistérios, mas, humana.

O Tríduo Pascal é um único momento, vivemos nesses três dias todo o sofrimento de Jesus. Hoje o silêncio não é de tristeza – ele fala. O Verbo é a palavra, mas o silêncio fala ao coração. Para entender, precisamos silenciar todo o barulho a nossa volta.

Hoje silenciamos junto de Maria. Dessa forma, toda a Igreja se volta para a Virgrm Dolorosa: tudo se resume nEla. Isso porque Jesus não está mais na cruz, Ele está no túmulo – não inerte, algo está acontecendo! Neste dia, Cristo desce à mansão dos mortos para realizar algo na vida de cada um de nós.

Sendo assim, tudo aquilo que Jesus está vivendo nesse período é por nós, por essa razão, a Igreja nos faz reviver a cada ano. A Igreja quer que tenhamos vida, e vida em abundância! O nosso Deus é um Deus que nos quer vivos!

Conduzidos por Lamentações 1, 12s, acompanhemos a seguir.

Falar do sofrimento de Jesus é falar do sofrimento de Nossa Senhora

Neste mundo nenhuma criatura – puramente humana – sofreu mais do que Maria. De fato, o sofrimento dEla não excede o de Cristo, que redimiu a humanidade. Mas na humanidade ninguém sofreu mais do que Maria, nem nunca vai existir um homem que tenha vindo destinado para esta terra para morrer. Não fomos criados para morrer!

No princípio, Deus pensou no homem numa condição preternatural, isto é, além da natureza. Foi assim que Deus pensou quando gerou Adão e Eva, mas Jesus foi pensado por Deus para se encarnar e vir com uma missão, morrer. Ele já nasceu sabendo que iria morrer. Ele veio por amor!

Todo “sim” comporta dores, desafios, sofrimentos e alegrias. Embora Maria tenha sofrido, Ela também ganhou o maior presente que se poderia receber: ser a mãe do Salvador. O maior presente que podemos ganhar é conhecermos a Cristo, é sermos de Cristo! A única alegria é Cristo, e Ele sabe disso, por isso que Ele insiste, e não desiste da gente. O amor dEle não se esgota, pois Ele é Deus e sabe o que nos faz feliz.

Assim, Jesus padeceu na carne e Maria na alma. Imagine o sofrimento de Cristo vendo sofrer sua Mãe – a única pessoa que era capaz de consolá-La era seu Filho Jesus.

Só quem pode nos consolar é Deus. Mãe e Filho se uniram na dor… Uma dor de amor! Ela aprendeu de Jesus o amor, Jesus o consolou e ela é capaz de nos consolar. Maria é modelo de consolo porque aprendeu com o mestre.

Conduzidos por São João 19, 31 – 37

6ª Dor – Maria recebe o corpo do filho tirado da Cruz

“Olharão para aquele que traspassaram…”

Ali, Nossa Senhora permaneceu firme, de pé, não duvidou e nem se desesperou. Ninguém é obrigado a acreditar nas revelações místicas, mas vale a pena considerá-las. Elas nos ensinam a amar mais a Jesus… Desse modo, São João Paulo II reconhecendo a santidade de Santa Brígida, a Igreja – sem se pronunciar – acolheu a autenticidade global de sua experiência interior.

Apesar da perceptível morte de Jesus, para atestar a veracidade, eles traspassaram-no com a lança a fim de confirmarem. Foi a primeira dor de Nossa Senhora sem a presença do Filho vivo…

Eis que agora nós estamos no tempo do amor, hoje é o dia do amor! Já não é tempo de temor, e sim de amar Aquele que tanto quis sofrer para provar o quanto te ama. Se Jesus abriu o lado aberto para lhe dar o coração, é justo que também entreguemos o nosso coração a Ele.

7ª Dor – Jesus é sepultado

Hoje é dia de sepultarmos muita coisa em nós

Afinal, Nossa Senhora “enterra Deus”. Para Maria, perder seu Filho era o inferno! Também para nós, perder Jesus é o inferno. Nenhuma perda se compara a da perda de Jesus, não podemos perder Jesus, não podemos perder Jesus de vista.

Logo, Nossa Senhora foi treinada a vida inteira para passar o que ela passou no calvário. Foi treinada no fogo do amor e da purificação.

E Maria sepulta seu coração com Jesus… Onde estamos, sepultamos o nosso coração? Em que lugar está o nosso coração? Está em Jesus? Está nas coisas? Nas pessoas?

Conduzidos por São João 19, 38 – 42.

Conforme os relatos que temos, o lugar no qual Jesus foi sepultado é próximo de onde foi crucificado.

Apesar disso, Nossa Senhora não permanece no túmulo. Aproximava-se o sábado, e a Páscoa seria celebrada. Ela voltou para casa, passou pela cruz, e ali adorou a Cruz sem Cristo. Ela foi, portanto, a primeira a adorar a Cruz:Ó Santa Cruz, disse então, eu te beijo e te adoro, já que não és mais madeiro infame, mas trono de amor e altar de misericórdia. Consagrado com o sangue do Cordeiro divino, quem em ti foi imolado pela salvação do mundo”.

Nossa Senhora é, por fim, prefiguração da mulher perfeita – a nova Eva. Ela sofreu com fé em tudo que viveu, adorarando a Cruz que crucificou seu Filho.

Assim sendo, você só permanecerá na morte se você quiser. Deus te dá oportunidade de uma vida nova, porém só é possível se você segurar na mão de Jesus e não soltar.

Não largue Jesus por nada!

 

Julineide Mendes
Consagrada na Comunidade de Aliança com Promessas Definitivas

 

::: Acompanhe na íntegra – Retiro de Semana Santa 2024 :::

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